sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Eu faço versos como quem chora
De desalento, de desencanto
Fecha meu livro se por agora
Não tens motivo algum de pranto

Meu verso é sangue , volúpia ardente
Tristeza esparsa , remorso vão
Dói-me nas veias amargo e quente
Cai gota à gota do coração.

E nesses versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre
Deixando um acre sabor na boca
Eu faço versos como quem morre.

Qualquer forma de amor vale a pena!
Qualquer forma de amor vale amar!

[Manuel Bandeira, Desencanto]



Concordo com o poeta em quase tudo, qualquer forma de amor vale a pena e vale amar desde que não  cause dor ou sofrimento, amar deve ser pleno...

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