domingo, 9 de dezembro de 2012





Sempre fui uma pessoa velha...e assim vou morrer.
Uma criança preocupada com a logística da brincadeira e com o bem estar de todos os amigos e ai depois eu curtia a brincadeira e depois eu pensava em mim, se eu estava gostando e se eu não estivesse tanto assim, não importava porque sempre me preencheu ser motivo de alegria para outros.
Era tão sério que eu era vista como a menininha que não se def

endia, sem ação e ai é que mora a graça da coisa porque sempre eu soube bem me defender, sempre fui estratégica e quando o fiz surpreendi e como é bom surpreender porque quem rotula é quem é óbvio, quem não enxerga, não repara...
Os anos passaram e nos dias de hoje eu tenho aprendido e muito com a inversão de valores das pessoas, não sei se eu sou um ET mas se eu for quero morrer ET, porque eu me importo, eu honro, eu acredito, eu invisto, eu sempre procuro acrescentar.
Hoje há um desrespeito galopante, há a falta de senso de ridículo e há maldade digna de contos de fadas é isso mesmo, maldade refinada, maldade planejada, maldade desejada, maldade...
Socorro! Precisamos de limites ou vamos todos perecer mais cedo do que já imaginamos um dia e quem semeia o mal, o mal irá colher, é matemática gente! Não precisa ser cristão ou ateu para entender isso, hello!!!
Mas quando eu quero chorar e me desanimar com esse MUNDO e com essas PESSOAS eu vislumbro alguns HUMANOS pois é, raça em extinção, que se importam, que escutam, que valorizam, que respeitam, que não invadem e ai meu coração se alegra, meu interior se enche de esperança e eu me sinto em casa no meu B- 612, no meu infinito particular, porque eu me importo com o que é importante e eu deixo para trás o que e quem não procura acrescentar.
Os anos passaram e hoje na fantástica década de Balzac eu me vejo criando asas, saindo do meu casulo, largando as literais toneladas que carregava, liberta do jugo, me reinvento para ser cada dia mais autêntica, mais eu...
Logo, em minha vida, ou soma, ou some por favor que eu vou seguir absurdamente diferente, surpreendentemente igual e do bem.


Aline Ouriques em verso e prosa...mais prosa.


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